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10 março 2011

Coisas aleatórias

Retorno de Carnaval é uma coisa animalescamente estranha. Bom, pra mim nunca havia sido, visto que o Carnaval nunca me significou nada além do feriado. Mas pro resto do mundo, parece aquela coisa de "opa, vamos lá, começou o ano". E daí o que acontece? O povo chove no banco querendo acertar as contas. A quantidade de negociações de dividas que eu fiz hoje foi uma coisa inexplicável. Boneco se endivida na virada do ano [não sei o que diabos fazem com o décimo terceiro, mas enfim...] e daí me aparece lá agora, três meses depois, querendo reparcelar a dívida e tal. Lógico que eu ajudo. Lógico que eu me esforço pra resolver o problema. Mas ainda assim, fico com aquela sensação de estar "fazendo vista grossa".

O povo é burro e não sabe lidar com o dinheiro. Depois cria aquelas dívidas homéricas e começa a choramingar. "Ai juro abusivo, ai os produtos são sedutores demais, ai o banco me enganou". Sim, mas ninguém te obriga a gastar. Você gasta porque quer, jovem.

Falta uma reeducação financeira no povo brasileiro. O pessoalzinho tem que aprender a gastar só o que tem... e não comprar coisas desnecessárias só porque elas estão disponíveis em "17x sem juros nas Casas Bahia".


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Hoje resolvi largar a faculdade. Sim, um mês depois de começar. A minha facilidade pra desanimar das coisas é absurda. Mas eu simplesmente sei que não era pra mim.
"Ah, mas não deu tempo de ter certeza", você diz. Provavelmente não, mas eu simplesmente sei. Posso não saber em absoluto o que eu quero da vida, mas tenho plena certeza do que eu não quero. Essa faculdade de Direito sempre me soou como um erro, mas eu resolvi tentar. Não demorou quase nada para perceber que sim, foi um erro. E um erro caro. Por isso a decisão rápida de saltar fora. Agora, volto a ter tempo livre, o que talvez faça essa porcaria aqui voltar a ter posts mais constantes... mas não prometo nada, né...



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A melhor parte de ter uma namorada, e cá entre nós, eu não levava fé que isso fosse verdade até hoje, quando comprovei, é a parte do apoio incondicional. Claro, isso se restringe aos namoros em que as duas pessoas estão juntas porque se amam de fato, e não porque querem "sexo grátis" ou para fazer um grau ou sabe Deus quais outras safardanagens as pessoas inventam pra justificar namoro.
Mas como eu ia dizendo, a decisão de largar a faculdade me fez surtar ligeiramente. Não, me fez surtar muito. Debates enfadonhos no interior da minha mente. Ter múltiplas personalidades pode ser problemático, vez por outra. Mas aí entra a presença da namorada, que atua como um Porto Seguro para a discussão. Afinal, indiferente de quantas e quais sejam as forças que estão guerreando no interior da sua mente, todas elas têm em comum o amor enlouquecedor pela donzela dos cabelos cor de rosa. Logo, fica mais fácil controlar essa confusão toda. No fim das contas, ela é mais do que minha amiga, companheira, parceira de animes e de conversas fiadas: ela é também um dos poucos santuários de sanidade que existem no interior da minha mente. E talvez a única certeza sobre o meu futuro. O desejo concreto de viver com ela pra sempre.


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E o Grêmio? Time filho da p***, honrou o título de Imortal Tricolor e foi buscar o resultado nos últimos (e quando digo últimos, digo últimos mesmo) minutos da partida. Um jogo emocionante como a tempos não se via. E animador. Ganhamos o título, saímos com tudo. Importante.

Animou minha noite que, vinha cambaleando. Mais animador ainda foi descobrir que a minha namorada, que cada vez me surpreende mais (já descobri que detesta salada e cebola e que não tem medo de gore.) tem uma tendência pré-determinada para torcer pelo Grêmio. Quando eu digo que ela é perfeita, ficam bravos comigo. Bom, ela fica brava... Mas vá lá...


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Enfim, acho que é a isso que se resume meu dia. Tempos que eu não fazia uma postagem aleatória por aqui. Bacana. Pra desafogar e tal. Pretendo fazer isso mais vezes. Só não espero que se torne um hábito... senão eu perco o meu traço de personalidade de simplesmente ocultar tudo o que eu sinto. Já pensou?

18 janeiro 2011

O Dia, a Camisa, o Medo, O Caderno e afins...

O dia de hoje foi um dos mais estranhos da minha vida. E não por fatores externos. Acho que dois parafusos se soltaram na minha cabeça, e agora ficam lá, fazendo barulho, tirando a minha atenção, me deixando bobalhão.
Mas bobalhão mesmo. Quando no caminho pro trabalho, pela manhã, eu tropecei numa lixeira e pedi desculpas. Varias foras as vezes durante o dia em que alguém me disse: "tá viajando longe, hein?" Não sei... Minha mente parece estar em um lugar completamente diferente. E eu não sei onde é. Ou... será que sei?


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Eu não consigo não rir das reações das pessoas frente às minhas camisas. E olha que hoje eu tava com aquela do "Game Over", que, convenhamos, já é lugar comum...
Mas é engraçado. Sempre tem um cara pra dizer "haha, que foda", ou uma mulher pra dizer "ai, que tosco". Ou, como disse uma senhora hoje: "tu só usa essas coisas aí porque é solteiro. Quando namorar, vai andar por aí com camisas de juras de amor eterno." Bom, da segunda parte eu não duvido, visto que eu, quando apaixonado, sou um babaquinha completo. Agora, da primeira parte, eu dei risada. Por ser verdadeira, confesso. Mas também, por não me parecer possível que eu venha a namorar uma garota que vá ligar pra uma bobagem dessas. Vai saber...
Azarado do jeito que eu sou, é bem provável que nós jamais venhamos a saber a resposta...

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Um dos parafusos que se soltou na minha mente foi o do Medo. Medo, Receio, Preocupação, sei lá. Mas é algo nesse sentido. De ter passado do ponto. De ter feito algo que, provavelmente, vá me custar muito caro no futuro. Medo de ter repetido os erros do passado.
Apesar de tudo, este não é o parafuso que mais faz barulho. O outro é pior. Mas o Medo ainda tem a sua cota de estorvo. Complexo...
Do outro parafuso eu prefiro não falar. Mas... seria legal se ele continuasse a fazer barulho por um bom tempo...

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O último final de semana me deixou mal acostumado em vários sentidos: Dormir fora de hora. Não fazer uma refeição decente no dia. Tomar sorvete em grandes quantidades. E, o melhor, ou pior, ou mais preocupante, ou mais estranho de todos, ter companhia. O último é engraçado porque... você passa a vida toda "forever alone" e mal percebe. Então, um dia, de repente, surge alguém com quem você simplesmente quer estar o tempo todo.
Não entendo...

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Hoje eu arranquei a última página do meu caderno. "Grande coisa!" É, eu sei... É que... Nela estava escrita uma palavra que eu simplesmente não conseguia deixar pra lá. Não a palavra, mas o que ela representava. E hoje, enquanto escrevendo no caderno, e pensando, e reescrevendo, e rabiscando, e repensando, e viajando, e riscando tudo, eu percebi que aquela palavra já não significa nada de bom pra mim. Talvez nunca tenha significado nada bom, só coisas ruins. Mas ainda assim, eu gostava de vê-la ali. E hoje eu percebi que, talvez seja a coisa sensata a sentir, eu sinto raiva dela.
Da palavra. E do que ela representa. Sinto raiva sim. Por tudo o que ela fez. Ou, no caso, deixou de fazer.

Sinto raiva.
Estranho.

Dia estranho, como eu disse. Merece uma postagem tão estranha quanto.
=3

16 janeiro 2011

Praia, Insônia e Afins

Não dormir durante a noite é sempre uma experiência estranha pra mim. Mesmo que, na realidade, eu tenha dormido alguns minutos ontem de noite, ainda assim, eu fico meio aéreo durante o dia, como que drogado, sei lá.
Durante o dia, enquanto eu não estava dormindo, estava viajando. Complicado. E daí, tu dorme o dia inteiro, praticamente, e chegando na noite seguinte, não sente o menor sono.
Isso é tudo o que você precisa pra acabar com o seu relógio biológico.
Mas, ainda assim, foi divertido...


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Praias, pra mim, são sempre muito melhores durante a noite. Primeiro, a ausência de todas as pessoas que poderiam estar fazendo algazarras. Você olha pros lados e não vê ninguém. Nem crianças fazendo fiasco, nem mulheres toscas semi-nuas, ou mesmo nuas, vai saber. Nem nenhuma dessas coisas ridículas as quais somos expostos se formos à praia durante o dia.
E tem outras coisas também: o silêncio. Tu fica ali, ouvindo o marulho e só. As ondas quebram, o vento assovia, e é isso aí. Dá pra ouvir os teus pensamentos como se eles estivessem sendo sussurrados nos teus ouvidos. Bacanérrimo.
Tem a névoa também. É estranho, mas a névoa é legal. Aquela mistura de maresia com chuva, sei lá... Embaça os óculos, engrola os cabelos, umedece as roupas. E a areia.
É legal.


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Uma das coisas que eu sempre quis fazer era passar uma noite em claro, só bistonteando pelo mundo. A ideia de ficar sem rumo durante a noite inteira, só andando pra cá e pra lá, sempre me soou bastante bacana.
E, de fato, é. Por mais fracote que se seja e que, passando da 1h da manhã já se esteja caíndo de sono, ainda assim, a aventura é o que importa. E daí tem a parte de dormir na rodoviária. Engraçado o quão retardado eu sou. Eu simplesmente deitei no banco e apaguei... O que seria bem legal pros ladrões/estupradores/whatevers, não fosse a minha companheira de indiada pra velar o meu sono.
No fim das contas, eu dormi duas vezes durante a noite, enquanto ela passou o tempo todo acordada. Ela até tentou, mas não dormiu. Acho que, afinal de contas, eu sou a donzela e ela é o cavaleiro na armadura brilhante.
Haha

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E, pra fechar essa postagem, eu queria dizer o quão legal é ter alguém com quem se pode fazer essas coisas idiotas sem ficar com vergonha, ou preocupado, ou com dor na consciência...
Amigos são interessantes, no fim das contas.

Acho que é isso. Vou jogar vídeo-game, já que o sono resolveu não dar as caras.


13 janeiro 2011

Coisas aleatórias

Abri a página do blog disposto a escrever alguma coisa. Qualquer coisa.
Mas, como vocês podem ver, estou sem a menor ideia acerca do que escrever.

O que pode ser um problema... Raramente eu consigo, da minha falta de criatividade, tirar algo excepcionalmente criativo, tal como o último post.

Aquilo é bem raro. Normalmente quando não se tem ideias sobre as quais escrever, você acaba não escrevendo. Ou, como estou fazendo agora, escrevendo merda.

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Hoje um "muleke piranha" esbarrou comigo na rua e, ao virar pra trás, gritou "qualé, playboy?" Acho que foi isso. Eu estava com os fones no máximo, não consegui ouvir direitinho. Mas ainda assim... Playboy? Eu?
Nerd eu aceito, na boa. Babaca... bom, vá lá, eu tenho cara. Otaku é mais difícil, mas ainda assim... a camisa do Final Fantasy VII talvez induzisse a isso. Emo... bom... têm gente que acha o meu tênis meio emo, então não seria surpresa.
Mas... Playboy? =O
O que fez com que o rapazinho me chamasse assim? A camisa social preta? Aberta e suja de pasta de dente? É, parece mesmo.
Ou foi a mochila do Evanescence? Ou foi o meu cabelo que mais parecia o campo de testes de uma bomba nuclear?
Nessa eu boiei, sinceramente...

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No ônibus, hoje, fui combado da maneira mais tensa possível: Lugar ruim, exposto ao sol, com uma gorda sentada do lado.

Não, nada contra as gordas. Tudo bem que elas ocupam um assento e meio no ônibus, mas ainda assim... Eu sou magrelo mesmo, ocupo meio assento, não tem problema. Mas a combinação estressa. O Sol me esquentando a orelha é complicado. E o lugar... Bom, eu e a minha estupidez, também. Sentar perto do banheiro do ônibus é pedir pra levar...
Enfim.
Não consegui dormir. Saco...


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Não sei escrever sobre coisas aleatórias. Na boa, não sei o que a minha mente faz o dia todo. Eu não presto atenção em absolutamente nada que acontece a minha volta. Mas não fico fantasiando nada com a minha imaginação. Cacete, o que a minha mente faz o dia todo? =O


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Ah sim, hoje, pela primeira vez, eu fiz uma criança rir.
Normalmente quando uma criança me encara, se eu faço qualquer coisa, ela chora.
Hoje, uma piá passou por mim e fez "=O". Daí eu fiz "=O" também e ela riu. Bacana. Achei que todas as crianças do mundo me odiassem. Haha

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Acho que por hoje é só, pessoal. xD